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A DILMA GANHOU...

A DILMA GANHOU... ...então, viva a Dilma! Não foi a minha primeira opção, pois votei na Marina no primeiro turno. Torci para que tivéssemos segundo turno para que pudéssemos amadurecer mais a discussão política e, apesar das baixarias, avançamos um pouco. No domingo passado, votei contra o continuísmo no governo federal. Não contra o Lula porque o admiro como um personagem impar da nossa história. Eu faço parte daqueles quase noventa por cento de cidadãos brasileiros que aprovam, logicamente com restrições, o seu governo. Também não votei contra a Dilma, afinal nem sei direito quem é essa senhora. Vamos começar a conhecê-la efetivamente a partir de agora. Torço inclusive, como parte muito interessada, para que o seu governo dê muito certo. É o nosso futuro que está em jogo. Não votei também a favor do Serra; seria difícil compactuar com tamanha história de insensibilidade social, personalismo e falta de visão estratégica; isso sem contar a grande capacidade de esquecer-se de sua própria biografia. O PSDB perdeu o trem da história inclusive como partido de oposição ao governo Lula. Quem se sente representado por eles? Eu é que não. As urnas mandaram muitos recados e as nossas lideranças têm que saber interpretá-los. Recados estes que servem para o Brasil, para Minas Gerais e para Pouso Alegre também. Primeiro entendo que o PT está se tornando igual aos outros partidos brasileiros que, entre outras coisas, supervalorizam o poder. Como é possível para um governo com quase 90% de aprovação popular ganhar com uma diferença tão pequena? Todos estão cada vez mais parecidos e isso está ficando bem claro para o eleitor. Outra questão: a Dilma elegeu-se com muitos milhões de votos de vantagem sobre José Serra; o Congresso é francamente governista; o novo governo terá poder até para mudar a Constituição; por outro lado, a oposição governará metade dos brasileiros nos Estados e municípios. Ou seja, eleitor votou pelo equilíbrio; não passou cheque em branco para ninguém. Ficou bem claro também que o brasileiro ignora partidos políticos e vota com o coração. Carisma do candidato e a percepção pessoal (e não política) do eleitor são as chaves para o sucesso eleitoral. A maior prova disso é que, apesar das pesquisas eleitorais apontarem essa esmagadora aprovação do presidente Lula, e que 30% dos brasileiros têm o PT como partido de sua preferência, pertencer ao PT ou ser aliado de Lula não garantiu a vitória de muitos como provou a situação de Mercadante em São Paulo ou a de Osmar Dias no Paraná. O maior exemplo disso vem daqui de Minas Gerais aonde o candidato de Lula, Hélio Costa, chegou a liderar as pesquisas com 28 pontos sobre Antonio Anastasia, mas perdeu a eleição graças à força política de Aécio Neves. Aliás, também em Minas a eleição para o Senado mostrou a influência das lideranças regionais, com a eleição de Aécio e Itamar Franco. E, apesar da força dessas lideranças de oposição, em Minas Dilma Rousseff derrotou José Serra. Ficou claro também que o eleitor está passando a considerar a troca de farpas, acusações, dossiês, etc., uma moeda fracassada em uma disputa eleitoral. As pessoas estão querendo, cada vez mais, saber de trabalho, de políticas públicas para o idoso, para a saúde, segurança, educação... e não de mecanismos que recorrem ao baixo nível; esse inclusive, a partir de agora, é um recado claro também para a oposição: que seja mais propositiva e proativa e menos blá, blá, blá. O recado das urnas, portanto, não se restringe só à oposição e à mídia. Dirige-se, também, ao novo governo do país. Que não ouse fazer menos do que Lula, pois apesar de ter sido tirado poder da oposição, ela foi mantida bem viva. Na verdade tanto a Dilma quanto o Serra, ou melhor, qualquer que fosse o vencedor seria refém principalmente dos indicadores sociais e de consumo atingidos durante o governo Lula; e a Dilma sabe muito bem que se esta expectativa for quebrada o seu governo se transformará automaticamente num governo tampão; e ela já está agindo para que isso não aconteça. As urnas também mandaram mais recados, mas agora eu já estou cansado de tanta ...história mal contada... então resolvi me calar e prestar um pouco mais de atenção no que você, leitor desta coluna, tem a dizer. Me envie seus comentários. Estou aguardando.
Escrito por John Kleber Pena às 10h45
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DOIS PESOS...
DOIS PESOS... 

Este texto é de Maria Rita Kehl. Ela era colunista do estadão e foi demitida por causa deste artigo. Dilma ou Serra? A decisão é nossa. Com essa coluna cumpro a minha promessa de apresentar os dois lados dessa disputa. Seja qual for o resultado no dia 31 esperamos: dos vencedores o respeito democrático à minoria e que todas as promessas sejam cumpridas; dos derrotados, respeito democrático à decisão da maioria e a capacidade de interpretar de forma muito honesta o grande recado que tiveram das urnas. Para que esse 2° turno não se transforme numa grande ...história mal contada..., pense muito bem antes de votar e, muita calma nessa hora, nada de briga. "Este jornal (Jornal O Estado de São Paulo) teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apóia o candidato Serra na presente eleição. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas (...) está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro. Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola. Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola. Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida. O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem idéia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia". Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano. Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos."
Escrito por John Kleber Pena às 14h09
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DILMA OU SERRA?
DILMA OU SERRA?
Em quem votar? Esse é um artigo que eu não gostaria de ter que escrever, mas me sinto na obrigação de fazê-lo. Afinal, o futuro da liberdade está em jogo, sob grande ameaça. Nenhuma das opções é atraente. Nenhum dos candidatos representa uma escolha decente para aqueles que defendem as liberdades individuais. Será que há necessidade de optar? Ou será que o voto nulo representa a única alternativa? Tais questões me levaram à lembrança do excelente livro O Sonho de Cipião, de Iain Pears, uma leitura densa que desperta boas reflexões sobre o neoplatonismo. Quando a civilização está em xeque, até onde as pessoas de bem podem ir, na tentativa de salvá-la da barbárie completa? Nas palavras do autor: “Usamos os bárbaros para controlar a barbárie? Podemos explorá-los de modo que preservem os valores civilizados ao invés de destruí-los? Os antigos atenienses tinham razão ao dizerem que assumir qualquer lado é melhor do que não assumir nenhum?” Permanecer na “torre de marfim”, preservando uma visão ideal de mundo, sem sujar as mãos com um voto infame, sem dúvida traz conforto. Manter a paz da consciência tem seus grandes benefícios individuais. Além disso, o voto nulo tem seu papel pragmático também: ele representa a única arma de protesto político contra todos que estão aí, contra o sistema podre atual. Somente no dia em que houver mais votos nulos do que votos em candidatos o recado das urnas será ouvido como um brado retumbante, alertando que é chegada a hora de mudanças estruturais. Os eleitos sempre abusam do respaldo das urnas, dos milhões de eleitores que deram seu aval ao programa de governo do vencedor, ainda que muitas vezes tal voto seja fruto do desespero, da escolha no “menos pior”(...) PT e PSDB cada vez mais se parecem. Ambos desejam mais governo. Ambos rejeitam o livre mercado, o direito de propriedade privada, o capitalismo liberal. Mas existem algumas diferenças importantes também. O PT tem mais ranço ideológico, mais sede pelo poder absoluto, mais disposição para adotar quaisquer meios – os mais abjetos – para tal meta. O PSDB parece ter mais limites éticos quanto a isso. O PT associou-se aos mais nefastos ditadores, defende abertamente grupos terroristas, carrega em seu âmago o DNA socialista. O PSDB não chega a tanto. Além disso, há um fator relevante de curto prazo: o governo Lula aparelhou a máquina estatal toda, desde os três poderes, passando pelo Itamaraty, a Polícia Federal, as ONGs, as estatais, as agências reguladoras, tudo! O projeto de poder do PT é aquele seguido por Chávez na Venezuela, Evo Morales na Bolívia, Rafael Correa no Equador, enfim, todos os comparsas do Foro de São Paulo. Se o avanço rumo ao socialismo não foi maior no Brasil, isso se deve aos freios institucionais, mais sólidos aqui, e não ao desejo do próprio governo. A simbiose entre Estado e governo na gestão Lula foi enorme. O estrago será duradouro. Mas quanto antes for abortado, melhor será: haverá menos sofrimento no processo de ajuste. Justamente por isso acredito que os liberais devem olhar para este aspecto fundamental, e ignorar um pouco as semelhanças entre Serra e Dilma. Sim, Serra tem forte viés autoritário, apresenta indícios fascistas em sua gestão no governo de São Paulo, deseja controlar a economia como um czar faria, estou de acordo com isso tudo. Serra representa um perigo para as liberdades, isso é fato. Mas uma continuação da gestão petista através de Dilma é um tiro certo rumo ao pior. Dilma é tão autoritária ou mais que Serra, com o agravante de ter sido uma terrorista na juventude comunista, lutando não contra a ditadura, mas sim por outra ainda pior, aquela existente em Cuba ainda hoje. Ela nunca se arrependeu de seu passado vergonhoso; pelo contrário, sente orgulho. Seu grupo Colina planejou diversos assaltos. Como anular o voto sabendo que esta senhora poderá ser nossa próxima presidente?! Como virar a cara sabendo que isso pode significar passos mais acelerados em direção ao socialismo “bolivariano”? Entendo que para os defensores da liberdade individual, escolher entre Dilma e Serra é como uma escolha de Sofia: a derrota está anunciada antes mesmo da decisão. Mesmo o resultado “desejado” será uma vitória de Pirro. Algo como escolher entre um soco na cara ou no estômago. Mas situações extremas demandam medidas extremas, e infelizmente colocam certos valores puristas em xeque. Anular o voto, desta vez, pode significar o triunfo definitivo do mal. Em vez de soco na cara ou no estômago, podemos acabar com um tiro na nuca. Dito isso, assumo que votarei em Serra, mas não sem antes tomar um Engov. Meu voto é anti-PT acima de qualquer coisa. Meu voto é contra o Lula, contra o Chávez, que já declarou abertamente apoio a Dilma. Meu voto não é a favor de Serra. E, no dia seguinte da eleição, já serei um crítico tão duro ao governo Serra como sou hoje ao governo Lula. Mas, antes é preciso retirar a corja que está no poder. Antes é preciso desarmar a quadrilha que tomou conta de Brasília. Ainda que depois ela seja substituída por outra parecida em muitos aspectos. Só o desaparelhamento de petistas do Estado já seria um ganho para a liberdade, ainda que momentâneo. Respeito meus colegas liberais que discordam de mim e pretendem anular o voto. Mas espero ter sido convincente de que o momento pede um pacto temporário com a barbárie, como única chance de salvar o que resta da civilização – o que não é muito. (Essa ...história mal contada... é do Rodrigo Constantino. É só para ajudar você a pensar. Na semana que vem apresentaremos outro ponto de vista. Lembre-se, no dia 31 pense muito bem antes de votar)
Escrito por John Kleber Pena às 21h49
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PORQUE EU VOTEI EM MARINA

Nas próximas duas edições apresentaremos defensores do voto para a Dilma e para o Serra. Esta coluna de hoje é em homenagem a Marina Silva pela sua decisiva participação no processo eleitoral brasileiro. Ela nos ajudou muito na definição de novos parâmetros e na ampliação de nosso horizonte político. Lembre-se, no 2º turno, apesar de tudo, não jogue o seu voto fora. Participe! Questione! Defina-se! Seja qual for o resultado a nossa democracia agradece. A história da Brasil precisa deixar de ser uma ...história mal contada... PORQUE EU VOTEI EM MARINA “Não só eu, mas mais de 19 milhões também votaram. Algo surpreendente pra alguém sem alianças e sem tempo na TV e no rádio. O que explica esse fenômeno? Bom, claro que eu não posso responder por todos os 19 milhões, mas talvez os meus motivos dêem alguma luz aos que continuam incrédulos. 1. Votei em Marina porque ela se propôs a trazer a público um assunto que outros não quiseram, tanto porque é um assunto complexo, quanto porque ele compromete a forma de governo que vem teoricamente "dando certo": o desenvolvimento a todo custo, e isso pode comprometer a caça de votos. Para colocar a sustentabilidade como ela colocou é preciso coragem, e coragem é uma característica fundamental a um bom presidente; 2. Votei em Marina porque sua estratégia foi correta e o assunto sustentabilidade virou agenda obrigatória para os candidatos que foram ao segundo turno; 3. Votei em Marina porque ela tem um projeto. Um projeto que envolve o interesse da sociedade. Um projeto que de fato se preocupa com o país que queremos ser. Um projeto no qual não há espaço para o jogo baixo político, para a troca de favores, para a corrupção; 4. Votei em Marina pela sua história pessoal. Porque ela é o que de melhor pode existir no Brasil. Ao contrário de quem "não teve" oportunidade de estudar e se acomodou, e se vangloria disso quase fazendo um ode à ignorância, ela não teve oportunidade e foi atrás, e estudou, e mostrou que a educação pode sim abrir muitas portas. E nos fez imaginar como uma educação melhor para toda a população poderia melhorar a vida em nosso país como melhorou a sua própria vida; 5. Votei em Marina porque ela não trabalha com propostas rasas e pontuais, mas sim enxerga o país como um todo, todo este que necessita de um projeto holístico, integrado e sustentável. Talvez seja esse o conceito de governar para todos e para o todo, não apenas dar bolsa família. Porque ajuda as pessoas agora, mas essa mesma ajuda vai virar a miséria delas daqui a 5 anos; 6. Votei em Marina porque ela tem uma idéia; e nada é mais poderoso que uma idéia; 7. Votei em Marina porque ela me permite sonhar. Porque com ela podemos novamente pensar em ideologia, em construir um país que não faça concessões no que tange a educação, a civilidade, as condições básicas fundamentais à saúde e ao mesmo tempo se preocupa em lidar com a viabilidade de todas as medidas de longo prazo; e seu impacto no planeta e consequentemente em nossas vidas; 8. Votei em Marina porque ela não faz concessões, porque tem firmeza em suas idéias e não abre mão de lutar por aquilo que é certo nem que isso lhe custe um ministério; nem que isso lhe custe abandonar um partido pelo qual lutou toda uma vida; nem que isto lhe custe perder uma eleição à presidência da republica; 9. Votei em Marina contra o pragmatismo do PSDB e a falsidade do PT, mas que isso não os leve a crer que votei nela como a “menos pior” porque não o fiz. Votei na melhor opção que poderia ter, tão boa que até me permitiu protestar contra os outros; 10. Votei em Marina porque ela me fez voltar a acreditar que a democracia pode sim ser um grande sistema desde que a população participe; e é este caminho para a população participar que ela vem ajudando a construir; 11. Votei em Marina porque penso grande e preciso de um candidato que possa fazer muito mais do que vem sendo feito; 12. Votei em Marina porque pela primeira vez em minha vida pude entrar em uma secção eleitoral de cabeça erguida, apertar 43, ver a foto do meu candidato e sorrir satisfeito da grande escolha e grande contribuição que fiz para meu país; 13. Votei em Marina, pois essa sensação foi mágica e mal posso esperar para daqui 4 anos quando terei novamente a chance de passar por tão emocionante momento novamente.” (Dino – blog Diálogo Mudo)
Escrito por John Kleber Pena às 21h52
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NO DIA 31 DE OUTUBRO ELEJA O NOVO...
NO DIA 31 DE OUTUBRO ELEJA O NOVO SÍMBOLO DO HALOWEEN!!!   
 
       
Tá dificil??? Lembre-se que vamos ter que conviver, no mínimo, por 4 anos com aquele que ganhar. PENSE BEM ANTES DE VOTAR!!!
Escrito por John Kleber Pena às 21h29
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MARINA PARA PRESIDENTE!
  
Escrito por John Kleber Pena às 15h49
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MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA
                 
"MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA" "Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano. Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo. Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, os inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático. É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais. É inaceitável que a militância partidária tenha convertido os órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos. É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle. É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade. É constrangedor que o Presidente da República não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há ''depois do expediente'' para um Chefe de Estado. É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura. Ele não vê no ''outro'' um adversário que deve ser vencido segundo regras da Democracia , mas um inimigo que tem de ser eliminado. É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses. É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo. É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É um escárnio que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário. Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para rasgar a Constituição e as leis. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo. Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade. Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos." Assinam: jurista Hélio Bicudo, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso, os cientistas políticos Leôncio Martins Rodrigues, José Arthur Gianotti, José Álvaro Moisés e Lourdes Sola, o poeta Ferreira Gullar, d. Paulo Evaristo Arns, os historiadores Marco Antonio Villa e Bóris Fausto, o embaixador Celso Lafer, os atores Carlos Vereza e Mauro Mendonça, a atriz Rosamaria Murtinho, a professora Lívia Krebsky Pena... e o colunista John Kleber Pena. Assine você também este manifesto. Não deixe a nossa DEMOCRACIA se transformar numa grande ...história mal contada... Acesse: http://www.defesadademocracia.com.br/ e assine.
Escrito por John Kleber Pena às 20h22
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UMA "PRESIDENTA" PARA O BRASIL!

Trabalhar para termos 2º turno nas eleições presidenciais deste ano é contribuir significativamente para o avanço de nossa jovem democracia. A principal discussão do momento é: vamos consagrar a continuidade dos projetos sociais do Governo Lula em conjunto com avanços tão necessários para o nosso desenvolvimento tais como a educação e as reformas política, tributária e trabalhista ou votaremos a favor do perigoso continuísmo representado pela permanência, por mais um mandato, da coligação PT/PMDB no governo federal? Simples assim: ou avançamos para um novo patamar levando conosco todas as valiosas conquistas deste período, ou ficamos a mercê de uma união política das mais estranhas e que utiliza de todos os meios possíveis (alianças espúrias, mensalões, dossiês, quebras de sigilos, dinheiro na cueca...) para chegar aos seus objetivos. E quais são os objetivos deste grupo? Será que vale à pena passarmos um cheque em branco (uma vitória no primeiro turno) para essa turma? Não sou contra a Dilma, mas quem é ela? O que ela representa? Qual a sua verdadeira história? Quais são verdadeiramente as suas idéias? Quero essas respostas. Não entrego a vida e o futuro das pessoas que eu amo nas mãos de qualquer uma que se apresente. Faço questão de conhecê-la bem. Não estou aqui também para defender o Serra. Acho que a sua queda nas pesquisas representa bem o papel que ele se dispôs a apresentar neste grande teatro: um personagem covarde e sem personalidade; que não é oposição, mas também não faz parte da situação; que nega o passado (Fernando Henrique Cardoso) e que não traz nenhuma esperança de um futuro melhor para os brasileiros. Seria então a Marina a nossa escolhida para enfrentar a Dilma num possível segundo turno? Acho que sim. A maioria do povo brasileiro concorda com os benefícios sociais que nos trouxeram os oito anos do Governo Lula. A Marina também acredita nisso desde criancinha. A maioria dos brasileiros também concorda que é o Lula e não o PT – ainda mais somado com esse resto do PMDB – que tem a aprovação de nossa população. A Marina, além da mesma visão social do Lula, em quase 30 anos de vida pública ganhou reconhecimento dentro e fora do país pela defesa da ética, da valorização dos recursos naturais e do desenvolvimento sustentável. Uma reputação construída em mandatos de vereadora, deputada estadual e senadora – eleita sempre com votações recordes – e no período em que esteve à frente do Ministério do Meio Ambiente, entre janeiro de 2003 e maio de 2008. Nos cinco anos e quatro meses no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a ser vista também como gestora competente. Na pasta, uma de suas conquistas foi o Plano de Ação para Prevenção e o Controle do Desmatamento da Amazônia Legal, que contou com o esforço integrado de 14 ministérios. Graças ao projeto, o ritmo de desmatamento da Amazônia caiu 57% em apenas três anos, passando de 27 mil km² para 11 mil km² ao ano. Mais de 1.500 empresas ilegais foram desmanteladas, com a prisão de 700 pessoas. A apreensão de madeira somou um milhão de metros cúbicos. Iniciativas como essa aumentaram sua projeção internacional. No final de 2007, o jornal britânico “The Guardian” incluiu a então ministra entre as 50 pessoas que podem ajudar a salvar o planeta; e como "não existe nada mais poderoso do que uma idéia cujo tempo chegou", um verbo passa a ser cada vez mais conjugado Brasil afora: MARINAR. E já virou moda. Para quem sabe cozinhar, marinar é deixar a carne repousar e o tempero assentar; ou quem sabe saber esperar, confiar, almejar, aguardar a hora certa. E essa hora que tanto esperamos chegou. Vamos votar pela continuidade dos avanços conquistados nos últimos quatro mandatos presidenciais, mas sem os riscos do continuísmo representado pela Dilma/PT somado ao qualquer coisa que seja/PMDB ou a ainda grande cegueira social do Serra/PSDB. Marinar neste momento é o voto consciente em Marina Silva para que haja um bom e verdadeiro debate no segundo turno onde então teremos tempo igual na propaganda eleitoral para as duas candidatas apresentarem as suas propostas e não essa ...história mal contada... que temos assistido no horário eleitoral. Vamos dar uma chance para o debate, pois desta forma, de qualquer jeito, como diz o Presidente Lula, em 2011 teremos uma “PRESIDENTA”. Que assim seja e que vença a melhor (para o Brasil).
Escrito por John Kleber Pena às 23h36
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A HORA DO POVO!

Pequenos comerciantes, feirantes, produtores rurais, artesãos, camelôs... Quantos são? O que eles precisam? Quem conhece as suas necessidades? Quem pode representá-los? A HORA DO POVO Há pelo menos 10 anos temos chamado a atenção para a necessidade de melhoria das condições de trabalho para diversos e amplos setores da população formados por pequenos produtores rurais, produtores de alimentos artesanais e pequenos comerciantes, principalmente aqueles estabelecidos em Mercados Municipais, Feiras Livres e de Artesanato, como também todos que fazem parte da chamada economia informal. Estes setores por falta do desenvolvimento de lideranças próprias aumentaram a sua fragilidade e se tornaram dependentes de um sistema de regulamentações que tem se mostrado, ao longo do tempo, cada vez mais perverso e atrelado aos interesses do grande capital. Tudo isso fruto de uma interpretação errônea, que deixa de considerar o elemento humano na cadeia produtiva, observando apenas normas fundadas em falsas premissas e afastadas das verdadeiras necessidades do povo. O grande exemplo disso e símbolo da nossa luta é o QUEIJO MINAS ARTESANAL onde o maior inimigo dos produtores é o próprio Estado que foi transformado em um verdadeiro “testa de ferro” de grandes laticínios e multinacionais do setor alimentício. A Constituição Federal garante a todos os cidadãos o livre exercício de uma atividade lícita. Mais do que uma garantia legal, o trabalho é uma exigência da cidadania e do direito que todo ser humano possui de garantir o sustento de sua família com o suor de seu rosto, com honradez, decência e orgulho. Entretanto, por causa de normas afastadas da realidade, a manutenção de partes importantes de nossa cultura e economia encontra-se em grave risco de deixar de existir. Mais grave: a sobrevivência de milhares de famílias envolvidas nessas diversas cadeias tão produtivas sofre ameaça palpável, diária, incomensurável. É urgente que nos demos conta de que a consciência política se faz necessária e que deve ser expressa através de uma luta organizada, planejada e com perspectivas de continuidade no futuro. São as condições de vida do nosso povo, da classe trabalhadora e dos pequenos produtores e comerciantes, ou seja, de boa parte das famílias brasileiras, que nos preocupam e não os lucros dos grandes capitalistas. Nas últimas décadas muitos setores se organizaram e conseguiram vitórias históricas. Basta apenas observar a presença constante de líderes sindicais, estudantis e de “sem terras” junto às estruturas de poder em todos os níveis: municipal, estadual e federal; chegamos inclusive a eleger um líder sindical como Presidente da República. Se antes reivindicações de sindicalistas, manifestações estudantis e invasões de terras eram tratadas com os cassetetes das tropas de choque, hoje são outros os setores que são lançados a margem pelas “nossas” leis e tratados como “casos de polícia”. É chegada a hora de iniciarmos uma grande caminhada rumo a conquista dos direitos que nos tem sido negados ao longo da história brasileira. Muitos foram os candidatos que ajudamos a eleger e que depois se esqueceram das suas promessas, ou simplesmente não compreenderam a importância, urgência e gravidade de nossas reivindicações. Em 2010, enquanto preparamos o futuro, vamos buscar eleger representantes com a ficha limpa, mas antes firmar com eles compromissos para, numa ação coordenada entre Câmaras Municipais, Assembléias Legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal, sermos verdadeiramente representados em todas as ações que urgentemente se fazem necessárias. Estaremos iniciando assim um novo e decisivo momento na vida de milhões de brasileiros. Que esse novo tempo, apesar do perigos, não seja mais uma história mal contada. Que seja sim, esta, a verdadeira hora de todo o povo brasileiro.
Escrito por John Kleber Pena às 18h31
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HORA DA ECONOMIA
Para continuarmos amadurecendo e fortalecendo nossa democracia é necessário que possamos proporcionar oportunidades para muitos setores ainda esquecidos da nossa economia. Tirando de lado o discurso ideológico, já está muito mais que provado que a continuidade de nosso crescimento econômico, em conjunto com o avanço da educação e da soberania popular, forma o alicerce do Brasil de nossos melhores sonhos. Em minha cidade ou na sua, em meu estado ou no seu, existem muitos aspectos interessantes que dizem respeito aos desenvolvimentos humano, econômico, cultural, social... de nosso povo que nunca foram considerados tanto no discurso quanto na prática da grande maioria dos políticos brasileiros. São discussões fundamentais neste momento, pois são necessárias mudanças legais para que estes importantes setores de nossa economia possam ser alavancados. Estou aqui me referindo, dentre muitos outros, aos produtores e comerciantes de alimentos artesanais, aos pequenos comerciantes, aos pequenos produtores rurais e aos artesãos de uma forma geral. São dezenas de milhões de brasileiros entre empreendedores, funcionários e familiares, a grande maioria vivendo e trabalhando à margem da lei, sem representatividade política, segurança jurídica, apoio técnico e sem nenhuma forma de fomento. Nas próximas edições estaremos nos referindo a alguns desses setores. 
MERCADOS MUNICIPAIS DO BRASIL Ao longo dos séculos eles representam muito mais do que simples pontos comerciais. São e sempre serão nossos maiores e melhores pontos de encontro. Eram também as "vitrines" e os "shoppings" das nossas cidades até a metade do século passado e os nossos melhores "hipermercados" até muito pouco tempo. Quantas grandes empresas e empresários frutificaram dessas boas sementes? Quanta tradição e novidade existiam e ainda existem dentro desses maravilhosos espaços? Quanta renda e empregos são gerados nessa cadeia tão produtiva? Isso sem falar nas pessoas: de todas as origens, cores e valores. Acontece que muitos desses pontos de encontro preferenciais estão deteriorando, perdendo a identidade e, junto com ela, corremos um sério risco de perdermos imensos espaços empresariais, centros de convivência, patrimônio histórico/cultural, referências turísticas,...e, principalmente, valiosos núcleos de cidadania. E quando eu me refiro ao patrimônio que está sendo perdido, não estou fazendo menção apenas às tradições já existentes naquela localidade, mas também a todas as possibilidades que podem ser construídas. Todo centro regional tem, com certeza, muitos ingredientes para se construir uma excelente e inovadora proposta que contribua com muitos setores de sua economia: turismo, lazer, alimentos (doces, frutas, hortaliças, queijos, lingüiças...) artesanato, restaurantes, lanchonetes, bazares, armazéns, dentre outros tantos, beneficiando principalmente os pequenos empreendedores. Uma prova da importância da preservação dos Mercados Municipais para as nossas cidades está se percebendo na capital paulista onde, para revigorar o centro antigo, um dos primeiros passos foi revitalizar o Mercado Municipal de São Paulo. E aí uma nova história pôde se iniciar. Infelizmente este tipo de ação normalmente acontece apenas nas grandes cidades e a um alto custo, ou seja, quando aquele Mercado e toda a cultura relacionada a ele já pereceram. Uma exceção a ser valorizada, e também um bom exemplo a ser seguido, é o Mercado Municipal da cidade de Pouso Alegre onde, fruto das vitórias obtidas pela contínua luta dos comerciantes do “Mercadão” na última década o que proporcionou a constante melhora da área do Mercado, todo o centro antigo vem sendo reocupado e revitalizado, reconquistando assim a sua condição de principal centro comercial da cidade e da região. A grande questão dos Mercados Municipais é que, mesmo sendo milhares espalhados pelo Brasil há centenas de anos, ainda não existe nenhum tipo de estudo de apoio para o setor. São desconhecidos para eles mesmos como também para órgãos de apoio técnico, de fomento e para fornecedores de serviços e produtos. Se procurarmos no SEBRAE ou no SENAC, entidades que recebem tantos de nossos recursos públicos, nada acharemos a respeito deste tão importante segmento de mercado. Por quê? Porque aqui no Brasil este setor é extremamente desorganizado e sem representatividade política. Em Portugal, nossa principal matriz cultural, este setor tem recebido uma grande atenção, inclusive com o surgimento de novos empreendimentos. Eu diria que a questão é até mais simples do que parece. Na verdade acredito que seja uma grande oportunidade de negócios; um grande velho/novo nicho de mercado a ser explorado. São também excelentes nichos políticos para aqueles que souberem aproveitar esses imensos espaços ainda vazios. Logicamente estou aqui me referindo apenas para aqueles candidatos que não tiverem com a FICHA SUJA e sem nenhuma ...história mal contada... na memória e no coração do eleitor.
Escrito por John Kleber Pena às 13h52
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HORA DA VERDADE!

HORA DA VERDADE! Com o inicio da propaganda eleitoral finalmente chegou a hora da verdade! Mas, na ação política, a quem pertence essa verdade? Que verdade é essa e a quem ela interessa? Quando que os atores políticos deste grande cenário que é o Brasil, que sempre se alterna entre a comédia e a tragédia, serão capazes de produzir uma discussão séria com a nação tendo como principais referencias as nossas urgências, emergências, situações críticas e não pontos de vista egoístas e distorcidos; lorotas produzidas para animar suas respectivas torcidas organizadas e chavões repetidos de forma estúpida por verdadeiros “hooligans” que também são normalmente confundidos com militantes políticos? Temos exemplos deste tipo de postura em todas as campanhas de todos os principais candidatos, em todos os lugares, inclusive em algumas “opiniões” apresentadas dentro de nosso próprio blog. Clique nos comentários e verifique. Desta forma a nação brasileira vem subsidiando, através de incontáveis recursos públicos que deveriam ser destinados à disputa eleitoral, que precisaria ser séria, saudável e pró-ativa, debates estéreis para os verdadeiros interessados, todos nós, e alimentando um verdadeiro exército de puxa sacos - felizmente não todos, mas infelizmente a maioria - que tem como interesses apenas a preservação de privilégios seus e de seus patrões, companheiros, parentes e financiadores. A partir de agora começam a aparecer os CANDIDATOS e seus ASSESSORES POLÍTICOS, aqueles mesmos que tinham desaparecido nos últimos quatro anos. Não trazem convites para debates nem propostas para serem discutidas com a comunidade. Não sabem mais fazer isso. Com base em estratégias muito bem definidas por grandes agencias de marketing carregam nas mãos como ferramentas de convencimento dossiês e panfletos apócrifos contra os oponentes, além de vastos recursos financeiros. Para os “PEQUENOS” ELEITORES oferecem cestas básicas, tijolos, telhas, pagamento de pequenas contas, dentaduras, material escolar, passagens, cotas de gasolina, empregos temporários (cabos eleitorais), carros emprestados, prendas para quermesses, consultas médicas (normalmente pelo SUS) ou o desembaraço de algum serviço que a burocracia pública nega ao “pequeno” cidadão, além de promessas de dias melhores – tudo isso com o compromisso do voto, mesmo ele sendo secreto. Para os “GRANDES” ELEITORES, àqueles que são “donos” de verdadeiros CURRAIS ELEITORAIS, às vezes confundidos também com FORMADORES DE OPINIÃO, cargos de confiança para parentes e apadrinhados, cargos no segundo escalão, diretorias de nossas estatais, títulos e condecorações para que os mesmos se perpetuem na sua condição de condutores de rebanhos de gado humano. Para os FINANCIADORES, estes sim extremamente importantes, afinal, alguém tem que pagar as contas - infelizmente não estou aqui me referindo ao cidadão que financia a montagem deste palco com parte de seus impostos e sim aos grandes doadores, normalmente empreiteiras de obras públicas, bancos e grandes empresas nacionais e multinacionais, sendo que a maior parte destes recursos são repassados por “debaixo do pano” – entregam pedaços saborosos e valiosos da nossa nação: soberania, recursos naturais, desenvolvimento, qualidade de vida e cidadania. Para os COMPANHEIROS – nunca podemos nos esquecer dos cúmplices, dos conluiados e dos coniventes – cargos de primeiro escalão como pagamento por tudo que caluniaram, esconderam, fecharam os olhos, passaram por cima; por todas as rasteiras que ajudaram a passar, por defenderem o indefensável e por ajudarem a esconder todas as fichas sujas de seus “líderes políticos”. Lembro-me com saudades de um tempo em que existia uma linha divisória bem clara entre os mocinhos e os bandidos. Hoje em dia tudo está muito confuso mas, como foi dito acima e que também vem sendo repetido de forma exaustiva, felizmente não são todos os políticos que estão nesta situação... Escolhendo bem – e principalmente se soubermos usar bem os recursos disponíveis na Internet para esta pesquisa - podemos salvar alguns. Quem sabe o suficiente para o estabelecimento de um novo ponto de partida. Uma verdadeira VIRAÇÃO. Votemos então por UM NOVO TEMPO (apesar dos perigos...)!!!
Escrito por John Kleber Pena às 16h27
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SÉRIE: CONVIDADOS

Onde está o povo? Os períodos de Lula e FHC cada vez mais se assemelham. Crises políticas se sucedem - às vezes amenizadas por bons períodos na economia - acordos são costurados e todos se salvam, ou melhor, todos os políticos se salvam. Antes PSDB e DEM, ou FHC, ACM e Cia. Hoje Lula, Sarney, Temer, Collor... ou ainda PT , PMDB e assemelhados. Desta forma o cidadão brasileiro vem assistindo impassível esta grande mentira há muito tempo. Ninguém mais se assusta com a grande quantidade de semelhanças entre PT e PSDB. Ideológica inclusive. Eles se adoram, usam e abusam dos mesmos métodos, alternam aliados e, de fato, é tudo "farinha do mesmo saco". Temos que prestar muita atenção para encontrarmos algo, ou alguém, que valha a pena. E as chapas montadas para a próxima eleição presidencial, já viram as semelhanças? Dilma & Temer (Quem?) X Serra & (Quem?). Nesta edição apresentamos um texto de um novo convidado: Jayson Prado da Silva vem assim contribuir com os nossos esforços para compreender um pouco mais da política brasileira. “... Estou aqui para escrever sobre a política de uma forma crítica. A política atual está meio perdida, estamos vivendo em um país democrático que presa a liberdade de expressão como defendida em nossa querida constituição, mas vemos o contrário. Muitas pessoas estão sendo perseguidas por pura politicagem e posso dizer a todos que esse ano eleitoral irá ser o ano em que o TSE trabalhará sem descanso. Verdadeiros escândalos foram descobertos no governo de Lula. Mensalão, dinheiro na cueca, na meia e se sabe lá aonde mais, que eu nem quero imaginar por que, se imaginar, nunca mais vou por a mão em dinheiro algum. Nunca em um país como o nosso a impunidade esteve tão presente, o que fez com que nossa credibilidade pelos nossos governantes chegasse no estopim. Eu devo perguntar como pode o único governo que é considerado do povo roubar tanto? É inadmissível que o governo libere favores e dinheiro em troca de apoio político e é exatamente isso o que está acontecendo. A política está tão suja que eu acredito que vai faltar candidato esse ano devido a aprovação do Ficha Limpa. Cabe a nós brasileiros acordar para “cuspir no chão” e não ficar babando esperando alguém colocar o babador em nós, pois se ficarmos esperando pelo babador o que colocarão em nós será um cabresto e muitos já têm esse cabresto. Não somos animais domáveis, somos seres de princípios, somos pessoas que merecemos respeito. Votar consciente não é somente escolher o candidato que tem uma bela oratória que consiga encantar-nos, votar consciente é escolher o candidato que cumprirá de forma ativa as promessas; que apresente a melhor proposta. Propostas tais quais serão alcançáveis. Não podemos acreditar em candidato que diga aos pobres e menos afortunados que reformará as casas dos mesmos. Todos nós vamos concordar que queremos um país, um estado um município melhor. Mas eu devo perguntar novamente. O que você eleitor está fazendo para ajudar? A grande maioria responderá nada, e é isso, a grande maioria não faz nada e espera que os homens que elegemos façam tudo por nós. A política não é bem assim. Todos nós devemos participar ativamente da vida política. A manifestação popular para votação do Ficha Limpa foi um grande exemplo da verdadeira democracia e política que deve ser aplicada em nosso país. Como pode um país do tamanho do Brasil, de uma vasta cultura e diversidade ficar passivo mediante a tanta falta de respeito? Queridos leitores, mesmo tendo uma formação política concretizada não venho aqui dizer para votar em Fulano, Cicrano ou Beltrano. Eu quero aqui fazer vocês acordarem para que participem e façam sua parte no dia a dia. Tirem o traseiro de cima das suas poltronas confortáveis e vamos à luta. Vamos à luta por um Brasil melhor. Lutaremos juntos abraçados por um Brasil de planícies, um Brasil de planaltos, um Brasil de vales e um Brasil de serras.”
Escrito por John Kleber Pena às 14h32
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SÉRIE: CONVIDADOS
O VOTO É A NOSSA MELHOR ARMA
Neste breve período em que a disputa da Copa do Mundo de Futebol domina a nossa atenção - até parece que todos nos transformamos em técnicos e passamos a dormir de chuteiras – estamos abrindo espaço para opiniões de diversos convidados. Desta forma outros pontos de vista vêem se somar as nossas opiniões e contribuir para que consigamos avançar na direção daquilo que denominamos VOTO CONSCIENTE; ou pelo menos termos a plena noção do quão importante é possuirmos o devido conhecimento do seu valor. Neste excelente texto que se segue o nosso estimado colaborador Márcio Henrique dos Santos nos apresenta mais uma linha de raciocínio muito importante de ser observada por todos nós na hora da definição do nosso voto. “Dizem que o trabalho dignifica o homem, e o salário desse homem!? Na constituição está estabelecido o salário mínimo para que o trabalhador possa ter a capacidade de satisfazer suas necessidades normais que são: alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte. Tendo hoje o nosso país cerca de 190 milhões de pessoas, onde grande parte dessa população é assalariada, é possível dizer que eles simplesmente sobrevivem... Inventam, reinventam, vivem no “se vira nos trinta”, pois não é preciso uma grande análise para percebermos o quanto é difícil sobreviver com um salário mínimo... É nesse contexto que eu me pergunto sempre sobre o que tanto as pessoas falam da dignidade de um trabalho. Acredito que realmente o trabalho dignifica o homem, mas desde que o salário também o dignifique. Ao pensar que grande parte dessa população não tem moradia própria e possuem mais de um filho, fica claro a impossibilidade de o salário mínimo satisfazer as necessidades normais; até mesmo porque não se vive apenas de cesta básica (arroz, feijão, açúcar, óleo, leite em pó, macarrão, fubá, farinha, milharina, sabão, palha de aço, café, sal, pasta dental, papel higiênico, sabonete, biscoito, tempero e uma qualidade de doce); e a carne?! E as vontades que se tem em comer um prato melhor,!? E o lazer?! E os sonhos de consumo, já que vivemos na era do consumismo ligado a tecnologia. Uma evolução tecnológica que não foi feita para os pobres. Tudo é renovável. Compra-se, estraga e compra de novo. Não se concerta, e quando consegue comprar um produto tecnológico, aparece outro ainda mais avançado. Não se consegue acompanhar a tecnologia. Dessa forma é preciso mesmo reticência... Eu ouço muito as pessoas dizerem que o salário mínimo melhorou, mas eu pergunto onde? Os empresários reclamam que um salário mínimo já é muito difícil de pagar ao trabalhador, mas pode ter a certeza de que ganha-lo é muito mais. Qual seria a minha solução já que acho que é pouco o salário mínimo? Confesso que eu não tenho a resposta mais certa pois não sei, porem imagino, que talvez se o governo diminuísse os impostos seria um começo para que os empresários pudessem contratar mais trabalhadores e nós pagarmos menos impostos. Outra forma seria que ao saber do caminho que existe do plantar do trigo, do amassar o pão até chegar à mesa da nossa casa, houve o depender de vários trabalhadores, que assim não conseguimos viver independentemente, uns dependem dos outros, acredito que a maior das soluções seria o a valorização das profissões. Pode ser que não precise aumentar o salário mínimo, ele pode existir como base, não significando que o trabalhador tenha que ganha-lo. Pagando menos impostos e com a valorização das profissões, o trabalhador poderá ter uma vida digna, ele se sentirá honrado e se tem honra, ele trabalhará feliz, a vida terá mais sentido e menos estresse. Não viver sufocado sabendo que no final do mês vai dar para pagar as contas, vai ser um grande prazer. Esse é um ano político! Se o voto não fosse obrigatório, talvez só os que tenham consciência do valor do voto, votariam. Já que é obrigatório – infelizmente - é importante parar um pouquinho, refletir, pensar em nosso futuro e fazer um voto consciente e acreditar. No bom sentido o voto é a nossa arma a favor do melhorar de nossas vidas. Está em nossas mãos escolher políticos que favoreçam os nossos desejos. Se isso não acontecer, está também em nossas mão revidar, fazer prevalecer nossas vontades, não calar a nossa voz. As coisas só acontecem quando acreditamos, quando temos fé em Deus. Eu como crente que sou espero por um tempo em que o trabalho e o salário dignificarão o homem; espero com esperança do verbo esperançar e não do verbo esperar...”
Escrito por John Kleber Pena às 18h31
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SÉRIE: CONVIDADOS

EM QUEM VOCÊ VAI VOTAR? Pense muito bem nessa importante questão. Neste momento em que comemoramos uma vitória histórica para a democracia brasileira com a aprovação e a possibilidade de aplicação imediata do projeto “Ficha Limpa” percebemos a reação dos eternos “donos do poder”. Segue o texto de Leandro Fortes – A focinheira de Maluf – que ilustra bem toda essa nossa preocupação. Participe você também! Envie-nos um texto que esteja dentro deste contexto. Ajude-nos a ampliar cada vez mais esta discussão e consolidar o avanço da cidadania em nosso país. “Não foi ninguém que me disse, nem eu me lembro de ter lido antes em lugar nenhum. Fui direto à página do Tribunal Superior Eleitoral para checar in loco o número de votos do senhor Paulo Maluf na campanha de deputado federal, pelo PP, em 2006. Está lá, no site do TSE: 739.827 eleitores de São Paulo saíram de casa para votar em Paulo Maluf. Eu sou um ignorante da política, então me expliquem, por favor, quem são essas pessoas. O que são essas pessoas. Que tipo de perversão de caráter leva alguém a votar em um político cuja face se tornou a logomarca das piores e mais desconstrutivas práticas públicas da história do Brasil. A figura de Paulo Maluf estampada no site da Interpol, procurado como bandido internacional é a coroação de uma carreira iniciada à sombra das botas da ditadura militar, com a ajuda das quais andou sobre cadáveres de gente morta sob tortura, enterrada como indigente no cemitério de Perus. Ainda assim, Maluf, sinônimo do devaneio absoluto da corrupção nativa, anda frequentando programas de entrevista na tevê e no rádio. Tem sido convidado para falar sobre uma lei bolada por ele, o fugitivo internacional acusado de manter contas (hoje bloqueadas) milionárias na Suíça e em Jersey, pequeno e tenebroso paraíso fiscal inglês, uma ilha pedregosa no meio do Canal da Mancha. A Lei Maluf é uma pérola legislativa cujo objetivo é intimidar os agentes do Ministério Público e colocar sob ferros os institutos da ação popular, ação civil pública e de improbidade. A esse movimento, Maluf, símbolo às avessas da República brasileira, chama de defesa da democracia e do Estado de direito. O projeto de Maluf responsabiliza pessoalmente, com pagamento de indenização, o promotor ou procurador “que agir de forma política ou de má-fé”. Uma ação canhestra montada para submeter o Ministério Público aos humores de certos e reconhecidos juízes que, caso aprovada, será um tiro fatal na independência conquistada pela instituição com a Constituição de 1988. Trata-se, sem rodeio algum, de um escárnio, principalmente vindo de quem vem. Maluf é processado pelo Ministério Público por denúncia de corrupção. Foi um promotor de Nova York, Robert Morgenthau, que o incluiu na lista de “WANTED” da Interpol. Morgenthau acusa Maluf de ter participado de esquema de superfaturamento e propina quando prefeito de São Paulo, entre 1993 e 1996. Por essa razão, o nobre deputado pode, simplesmente, ser preso em 188 países se deixar o Brasil. E essa figura aí está a ser convidada alegremente por âncoras de jornalismo a “discutir” um projeto de lei, bolado em causa própria, que coloca uma mordaça naqueles que o investigam. Conta, com isso, com o beneplácito de outros deputados da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, aqueles que aprovaram o relatório favorável de Francisco Tenório (PMN-AL). Para tal, Tenório contou com a ajuda direta de ninguém menos que Augusto Farias (PTB-AL), irmão do falecido Paulo César Farias, o PC, que, mesmo no além, dispensa apresentações. O projeto de Maluf passou na CCJ, em 2008, por 30 votos contra 10. O que querem esses 30 deputados? Por que razão uma maioria parlamentar se forma para apoiar um projeto de lei (de lei!) de Paulo Maluf? Quando o Parlamento se alia a um político como Maluf, é de se arrepiar a nação. Corramos todos. Esses 30 se somaram aos interesses daqueles outros 739.827 brasileiros que, solidários na mesma patologia, elegeram Paulo Maluf para a Câmara dos Deputados. De um colegiado de 40 parlamentares, 30 se alinharam com Maluf. Entre eles, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), líder do governo Lula na Câmara. Não é estranho? Também achei. Por isso, liguei para o deputado Vaccarezza. O parlamentar petista não se arrepende de ter votado a favor do projeto de lei de Paulo Maluf porque, segundo ele, foi um voto a favor do conteúdo, não do proponente. Vaccarezza acredita que o projeto de Maluf vai proteger o Ministério Público. Isso mesmo: proteger o Ministério Público. Esse mesmo Ministério Público que está reagindo em massa, com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, à frente, contra o que reputa ser uma malandragem malufista. Vaccarezza, no entanto, não vai mais se arriscar nesse alinhamento. Garante não estar arrependido de ter votado no projeto-focinheira de Maluf, mas, no plenário, avisa, irá apelar para a abstenção. Vê coerência nessa postura e segue, para tal, uma lógica toda pessoal. Cândido Vaccarezza informa que, como líder do governo, irá “liberar a base” para votar como quiser, embora ele mesmo reconheça que a “tendência do PT” é a de ser contra o projeto. Ele acredita, contudo, que o cargo que ocupa o desobriga de cumprir a cartilha partidária. A abstenção, portanto, teria se imposto pelas circunstâncias em detrimento de sua posição anterior, favorável à importância do conteúdo da Lei Maluf, apesar do proponente. “Um voto meu, a favor ou contra, poderá indicar que esta é a posição do governo”. Sei. O fato é que essa proposta, imoral no objetivo e amoral na autoria, está pronta para ser votada em plenário. É dever cívico da nação exigir que o Parlamento a relegue ao lixo da História, para onde, aliás, também deveria ser relegado o caráter de quem a propõe ou, em última análise, a defende.”
Escrito por John Kleber Pena às 18h29
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SÉRIE: CONVIDADOS

ELEIÇÕES & COPA DO MUNDO Considerada pela esquerda, enquanto oposição, o “ópio do povo brasileiro” durante muito tempo, a verdade é que a Copa do Mundo foi desmistificada e caiu no gosto de todos - acho que até principalmente dos canhotos da política; ninguém mais precisa torcer contra a seleção para ter chance na eleição. Desta forma, a cada quatro anos, os dois grandes eventos monopolizam a atenção dos brasileiros: eleições presidenciais e Copa do Mundo. E ao contrário da avaliação de que futebol não combina com política, o Mundial pode se tornar, segundo especialistas, uma excelente oportunidade de exposição para candidatos que disputam o voto do eleitorado. A Copa do Mundo pode ajudar o candidato a se popularizar entre os eleitores. Veja o texto a seguir do sociólogo Marcos Coimbra, do Vox Populi, a este respeito e participe com sua opinião, qualquer que seja, no blog http://penademortepoliticapara.zip.net. Te aguardo lá! “Conta-se que o ex-presidente Gerald Ford tropeçou um dia ao descer do Air Force One, o avião que transporta os presidentes americanos. Para explicar o vexame, se justificou: Também, estava mascando chicletes e descendo a escada. Nada mais natural que caísse. É fato que muitas pessoas não conseguem fazer duas coisas complicadas ao mesmo tempo e que podem se esborrachar tentando. Mas a maioria consegue. Como os eleitores brasileiros e a Copa do Mundo. Por obra do acaso, que veio quando o mandato presidencial foi abreviado para quatro anos, quando da aprovação da emenda da reeleição (que reduziu os cinco que a Constituição de 1988 estabelecia), temos eleições presidenciais exatamente nos anos de Copa do Mundo. Em 1994 foi coincidência, pois Collor havia sido eleito para cinco anos e seu mandato terminava em um ano de Copa. No novo figurino, começamos em 1998 e, desde então, toda vez é igual. Já fizemos três e vamos fazer a quarta eleição presidencial com ela no meio. Tomara que tenhamos muitas pela frente. Deve ser um acaso construído pelos deuses, sabe-se lá se da bola ou da nacionalidade. Se formos mesmo o país do futebol, onde as pessoas mais o amam e mais se envolvem com ele, é uma coincidência feliz que as duas coisas aconteçam tão perto uma da outra. São meses de paixão para quem gosta de ambas, começando agora, passando por jogos cada vez mais emocionantes, atravessando a decisão e prosseguindo, pois a eleição emenda com a Copa e só termina com a apuração no início de outubro (ao que parece) ou no fim do mês. Em 1994, a Copa, como este ano, foi de meados de junho a meados de julho. Houve quem se perguntasse se o sucesso ou o fracasso da Seleção Brasileira redundaria em vantagens para Fernando Henrique, àquela altura já candidato, ou Lula. O raciocínio banal era que o ex-ministro da Fazenda lucraria se vencêssemos e que Lula seria beneficiado se todos ficassem tristes com a derrota, se enfurecessem com o status quo e resolvessem votar nele só de birra. Não houve como testar o aforismo “povo que ganha Copa vota no governo, povo que perde Copa vota na oposição”. Veio o Plano Real e aniquilou a candidatura Lula. No fim do mês de julho, FHC ultrapassou os 40 pontos nas pesquisas e foi (quase) tranquilo para uma vitória no primeiro turno. Em outubro, ninguém nem se lembrava mais das especulações sobre a Copa e as eleições. O fato de o Brasil ter vencido não entrou nas explicações do que havia acontecido. Em 1998, o Brasil perdeu a Copa e o governo venceu a eleição. Em 2002, venceram o Brasil e a oposição. Em 2006, perdemos e ganhou o governo. Ou seja, não parece haver qualquer razão para sustentar que as vitórias no futebol são boas para quem está no governo e más para a oposição. A rigor, a tomar pela nossa experiência, Dilma e Serra estão livres para torcer sem preocupações. Ganhando ou perdendo nossa Seleção, suas chances não mudam. Nenhum dos dois teria mais vantagens com a derrota. Podem vestir a camisa verde-amarela e soltar a voz. Este ano, a discussão sobre as relações entre Copa do Mundo e futebol tem um ingrediente diferente. Continua-se a especular sobre quem ganha ou perde em função de seus resultados, mas a ênfase da conversa está sendo, especialmente nos últimos dias, outra. É a idéia de que tudo começa depois da Copa. Ela tem tanta sustentação quanto outras mitologias sobre o processo de decisão do eleitorado. Tudo começa depois da parada (de 7 de setembro), tudo começa depois do andor e outras parecidas. Em todas, a suposição sem sentido de que os eleitores só vão pensar na eleição depois que alguma coisa importante (ou não) tiver acontecido. Existem centenas de estudos internacionais que mostram que não é assim que as coisas acontecem. A tomada de contato do eleitorado com a eleição é um processo contínuo, ainda que comece cedo para alguns e mais tarde para outros. Mas acontece diariamente, sem intervalos ou interrupções. Os eleitores conseguem prestar atenção na eleição e na Copa, sem cair da escada. Quem defende o argumento do só depois da Copa são as mesmas pessoas que achavam que tudo começaria depois da desincompatibilização ou depois de quando Serra assumisse sua candidatura. Estavam enganadas. Na verdade, tudo começou há muito tempo.”
Escrito por John Kleber Pena às 18h28
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